Filmes por aí: Chernobyl Diaries | It Follows


Ando assistindo mais filmes que o normal (mais de zero por semana, como costumava ser), em razão da minha falta de disposição para fazer qualquer outra coisa quando não estou trabalhando. Algumas vezes acerto, outras nem tanto... Minhas habilidades de garimpeira da Netflix e afins são quase tão instáveis quanto minha dieta.
CHERNOBYL DIARIES | CHERNOBYL: SINTA A RADIAÇÃO
Um grupo de amigos decide fazer turismo radical indo a Pripyat, cidade abandonada no norte da Ucrânia, próxima a usina de Chernobyl, lugar onde ocorreu o maior acidente nuclear da história. Eles acabam ficando presos na cidade-fantasma apenas para descobrirem que não estão sozinhos.
O filme começa mostrando quatro jovens curtindo suas férias, usando a técnica found footage (a mesma utilizada em A Bruxa de Blair, Cloverfield, entre outros). A filmagem em primeira pessoa passa para a tradicional sem cerimônia e me deixou confusa algumas vezes.

BELÍSSIMA HORA PARA ESTARMOS DESATENTOS, NÃO É MESMO?
A ambientação do filme é perfeita: Pripyat convence e, por alguns momentos, realmente me senti visitando uma cidade abandonada com amigos. As cenas em que os turistas tiravam fotos, gravavam vídeos, trocavam e-mails e se assustavam com as eventualidades do passeio eram críveis... Até começar a ficar estranho e todos os personagens se tornarem burros demais.

Quase todas as burrices possíveis típicas de filmes de terror são cometidas. Só não tentaram ver se os monstros eram amigos... Fora isso, parecia que estavam cumprindo à risca o checklist de Como Ser Uma Anta. Antes do meio do filme, eu já estava querendo que todo mundo morresse mesmo, após engolir tanta burrice coletiva.

CUIDADO COM A BURRA
Sustos? Temos o total de zero. Nem mesmo suspense se faz presente, pois as sequências são bem conhecidas: “Que som é esse?” “Vamos checar!” “Nossa amiga está machucada e não pode ir...” “Ok, vamos sem ela. Voltaremos em alguns minutos” *grupo sai* “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH” *amiga machucada sendo arrastada*.

Não tem clímax decente, Jesse McCartney não consegue salvar sua Beautiful Soul e o final é ruim (sim, ruim... Não chega sequer a genérico), mas, depois de um filme tão morno, não esperava uma conclusão decente.

Resumo da ópera: você pode substituir assistir Chernobyl Diaries por piscar, por exemplo.

IT FOLLOWS | CORRENTE DO MAL

A jovem Jay é uma típica adolescente, cheia de sonhos e interessada nos garotos da escola. Após um encontro sexual ela é contaminada por uma força sobrenatural que abala a sua vida drasticamente. Jay passa a sentir uma grande agonia e tem a sensação de que algo está atrás dela.
Primeiramente, temos que considerar que esse filme se passa em uma realidade paralela, pois nós temos: televisões antigas, filmes em preto e branco, e-reader em formato de concha, carros novos, carros velhos... Tudo em um só ambiente.

A premissa é interessante e a atuação da protagonista é boa: sem gritos desnecessários e caretas ridículas que fazem o telespectador ter vergonha alheia. Convenhamos que um personagem que só grita, grita, grita e não passa nenhuma sensação real de desespero só irrita.

Sobre gritos desnecessários e caretas ridículas...
O clima de suspense conseguiu me prender durante boa parte, já que a “coisa” pode assumir a imagem de qualquer pessoa e, muitas vezes, ninguém (nem personagens nem telespectador) sabia se era um serumaninho ou o capiroto.

Ignorei algumas cenas ridículas – comuns nesse gênero – e o baixo orçamento para aproveitar o momento (estava me esforçando, gente). No entanto, o filme se perdeu quando me fez acreditar que teria algum “esclarecimento” em relação à maldição e fui presenteada com vários nada.


Não me entendam mal... Não vejo necessidade de explicarem tudo em um filme de terror. Para ser sincera, creio que esse é o erro de muitas obras estadunidenses: explicar demais. Em razão disso, prefiro terror japonês, que está mais preocupado em te traumatizar para a vida toda do que contar historinha pra boi dormir.

NO ENTANTO, fazer alusão a uma causa/justificativa e não concedê-la? Dizer que a maldição funciona de um jeito, mas, por zero motivos, ela agir de outro? Não sou obrigada. Já me basta não saber se camisinha influenciava em algo (eu realmente me fiz essa pergunta, ok?).


O plano para se livrar da maldição é ridículo, assim como a vontade louca que os garotos têm de tê-la transferida para si, se é que me entendem. Os pais são quase inexistentes e a conclusão é PÉSSIMA. Para vocês terem uma ideia, minha amiga e eu literalmente gritamos de frustração quando os créditos apareceram.


Definitivamente, senti que perdi tempo, mas, como sou legal, estou compartilhando minhas impressões, porque nada melhor que incentivar pessoas a não assistirem filmes ruins. Dessa forma, podem fazer algo mais proveitoso... Como comer, dormir ou qualquer outra coisa.


 
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